Encontrar o perfil ideal na hora de contratar não é a tarefa
das mais fáceis no Brasil. Essa foi a conclusão de um estudo
realizado pelo Manpower, multinacional especializada em
recursos humanos, que apontou o nosso país como o segundo
que possui mais escassez de talentos. Ao todo, foram
consultados 35 mil empresas em 36 países. No Brasil, 64%
dos quase mil entrevistados apontaram que faltam
profissionais adequados para preencherem as vagas
disponíveis.
O Brasil fica atrás somente do Japão, no qual, 76% das
empresas entrevistadas apontaram dificuldades em contratar.
A média geral entre os países que sofrem problemas para
contratar por falta de mão-de-obra apropriada foi de 31%,
um ponto percentual acima do resultado de 2009.
A pesquisa também destacou o ranking das profissões com
maior incompatibilidade entre a qualificação disponível e o
perfil demandado. No Brasil, onde a pesquisa está sendo
realizada pela primeira vez, os técnicos em produção,
operações, engenharia e manutenção, principalmente os de
nível médio, foram os mais citados, seguidos pelos
trabalhadores de ofícios manuais e pelos operadores de
produção (veja a relação abaixo).
1. Técnicos (produção, operações, engenharia e manutenção)
2. Trabalhadores de oficio manual (eletricista,
carpinteiros)
3. Operadores de produção
4. Secretarias e assistentes administrativos
5. Operários
6. Engenheiros
7. Motoristas
8. Contadores e profissionais de finanças
9. Profissionais de TI
10. Representante de vendas
De acordo com Pedro Guimarães, diretor comercial da
Manpower no Brasil, "o principal problema não é o número de
candidatos, mas a incompatibilidade de talentos. Não há
pessoas habilitadas para realizar as tarefas demandadas".
Segundo Guimarães, os empregadores têm exigido, além da
capacidade de realizar o trabalho para o qual foram
contratados, que os empregados possuam outras qualidades
que agreguem valor à organização.
Uma das conseqüências desse resultado se deve ao período
atual de recuperação da economia mundial, em que empresas
buscam fazer mais atividade, mas com menos investimento
financeiro e mão-de-obra.
"O quadro atual apresenta desafios tanto para empregadores
quanto para candidatos", atesta Guimarães. Para ele, isso
demonstra que as empresas devem fazer uma busca mais ampla
para preencher as vagas abertas, em nichos antes
inexplorados. "Dessa maneira, as companhias podem atrair
candidatos que, se não são exatamente aquilo que procuram,
possuem potencial para serem treinados", diz. "Desse ponto
de vista, interessa menos a habilidade técnica e mais a
capacidade e motivação para aprender", finaliza.
Confira
AQUI a pesquisa completa no site .